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    15 abr 2019

    Logística Lean: otimizando a cadeia de abastecimento

    otimização da cadeia de suprimentos
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    A aplicação da filosofia Lean significa eliminar os desperdícios em logística e concentrar-se na criação de valor, já que uma boa gestão dos recursos impacta diretamente na rentabilidade da empresa.

    Um dos desafios em logística é desenhar e implementar cadeias de abastecimento que sejam eficientes na administração e na atribuição de recursos para obter os maiores benefícios ao menor custo possível.

    Parece fácil; no entanto, como as atividades logísticas estão a mercê de muitas variáveis econômicas, geográficas, políticas, além das exigências próprias das empresas em seu afã de alcançar a satisfação de seus clientes; por esses motivos é importante implementar uma estratégia que elimine os vícios nos processos operativos que geram custos improdutivos.

    Muitos destes processos têm a ver com a gestão que se dá aos recursos durante a cadeia de abastecimento. A operação começa a apresentar problemas quando os recursos são aplicados erroneamente, não são utilizados os necessários ou se dirigem à obtenção de resultados que não são os ótimos para as metas estratégicas da empresa.

    Isto significa incorrer em desperdícios de capital de trabalho e tempo, e também em perda de oportunidades para criar valor e crescer.

    Um dos primeiros passos para abordar a filosofia lean é entender o que constitui um "desperdício", e que atividades e recursos são os necessários para produzir um valor agregado. Assim que este valor for entendido, o resto das atividades no processo logístico se converte em desperdício. Um desperdício é definido como "o consumo ou gasto inútil, ou o uso de recursos sem um retorno adequado."

    A filosofia Lean aplicada à logística busca precisamente eliminar estes desperdícios e todas aquelas atividades que não terminem em um valor adicional para a cadeia de abastecimento.

      

    Desperdícios na cadeia de abastecimento

    Enquanto muitos especialistas estudaram os desperdícios nos processos de manufatura, relativamente pouco se mencionou a respeito para o ambiente logístico.

    Os descartes logísticos são tão frequentes como em qualquer outra área funcional da empresa, ainda que nem sempre sejam tão visíveis dado o alcance e complexidade da atividade logística, de fato, de acordo com o sugerido pelo LeanCorp, um grupo que oferece serviços para a cadeia de abastecimento nos Estados Unidos, mais de 80 porcento do trabalho em logística não é previsível já que é realizado fora de supervisão.

    Existem oito tipos de desperdícios na cadeia de abastecimento que impactam diretamente a logística: 

    1. Superprodução. É o mais comum e custoso, pois é gerado ao ter uma oferta superior ao que o mercado demanda, comprometendo o capital de trabalho sem nenhum fim produtivo, pelo menos de maneira imediata.
    2. Inventário. As causas que levam a ter existência de insumos ou produtos superiores às requeridas são a superprodução, as previsões imprecisas das necessidades futuras, a compra de mercadoria antes de receber os pedidos ou comprar em excesso buscando se beneficiar pelo preço no atacado ou alguma outra variável.
    3. Processamento excessivo. Quando são realizadas atividades adicionais que não são necessárias para o resultado final. Ou seja, se faz mais que o necessário e são gerados custos improdutivos.
    4. Correção. Se o fluxo de trabalho não estiver bem definido ou não for cumprido da maneira correta, se retrabalha atividades que atrasam o resultado; ou então, não se dá atenção ao detalhe e à qualidade, tendo que começar novamente para corrigir as falhas. Um excesso de correções não apenas desperdiça tempo, como também dinheiro. 
    1. Esperas. Quando as atividades da cadeia de abastecimento não estão bem coordenadas haverá períodos em que um ou outro participante tenha que esperar que cheguem os materiais ou se concluam processos prévios, resultando em tempo totalmente improdutivo e custoso.
    2. Movimentos desnecessários. Seja em armazém ou no trânsito ao destino, realizar um movimento injustificado da carga, que não ofereça valor, resulta em custos adicionais.
    3. Transporte. Contar com uma frota que exceda o inventário requerido ou as necessidades de distribuição existentes representa um gasto administrativo, isto inclui equipamento subutilizado, tempos de translado entre empresas, tempos mortos em armazéns e outros desperdícios relacionados com o transporte.
    4. Empregados não comprometidos. O bom funcionamento de uma cadeia de abastecimento não apenas requer coordenação e treinamento para usar os equipamentos e instalações de maneira eficiente, como também demanda compromisso e motivação dos empregados para trabalhar seguindo as melhores práticas.

     

    Considerando estes desperdícios e muitos outros custos adicionais relacionados com as atividades logísticas em diferentes entornos geográficos, políticos, econômicos e corporativos...

    Um dos grandes desafios da logística é desenvolver redes inteligentes e eficientes que minimizem os desperdícios ao longo da cadeia de abastecimento mediante a economia e a administração oportuna de orçamentos.

    O desenho destas redes deve incluir então a identificação de falhas e oportunidades em termos de tempo, infraestrutura, distribuição, segurança, inventários e processos internos.

    Em relação ao tempo, os lapsos mortos que as mercadorias passam detidas em armazém ou em aduanas significam uma redução, já que há capital investido nelas que não está produzindo um benefício econômico. Além disso, se não há coordenação entre as áreas participantes na cadeia de abastecimento se obstrui a fluidez dos processos.

    Em infraestrutura, o número insuficiente de portos, aeroportos, estradas e vias férreas, assim como a ineficiência dos existentes gera atrasos no deslocamento das cargas e perdas de capital.

    Nos processos de distribuição, o translado das mercadorias de um lado para o outro em armazém ou do fabricante a seu destino final deve seguir um esquema de movimentos e de rotas bem planejado para não incorrer em gastos desnecessários.

    Igualmente, as medidas de segurança adotadas para garantir a integridade das mercadorias devem ser consideradas um investimento, pois se as condições de segurança não forem ótimas são registradas perdas por roubos e danos.

    Ter excesso de inventário ou existência resulta em um investimento improdutivo e em custos de manutenção de armazém, tanto no pessoal que se requer para sua gestão quanto em instalações e medidas de segurança.

    Finalmente, todo processo, procedimento e trâmite interno que resulte burocrático ou seja suscetível a erros pode obstruir o fluxo na cadeia de abastecimento. 

    O conceito Lean na logística integral

    A logística integral é uma função estratégica de caráter horizontal que engloba todas as operações da cadeia de abastecimento entre clientes e fornecedores com o objetivo de oferecer vantagens competitivas.

    Para corrigir os desperdícios e sobre custos que impactam diretamente na competitividade, é essencial aplicar os princípios do conceito Lean na gestão da cadeia de abastecimento: 

    1. Definir qual é o valor que se busca gerar para assim identificar as fugas que se estão registrando; ou seja, aqueles custos que não estão contribuindo para a criação desse valor.
    2. Traçar o mapa de fluxo de valor que inclua a informação e os recursos disponíveis para dar visibilidade aos processos na cadeia de abastecimento e ajudar a identificar o que se pode eliminar e onde se pode melhorar.
    3. Projetar o fluxo necessário na cadeia de abastecimento para que haja fluidez na informação, e os recursos e problemas sejam visualizados e resolvidos mais rapidamente.
    4. Dar prioridade ao conceito just in time para que os inventários sejam gerenciados de maneira otimizada e não haja superprodução nem desabastecimento.
    5. Implementar um programa de melhoria contínua para avaliar a eficiência, detectando os desperdícios e as oportunidades, e adotar as soluções necessárias oportunamente para seguir reduzindo custos.

     

    Objetivos da logística Lean

    O conceito Lean se aplica à logística com o propósito final de ajudar a impulsionar a produtividade das empresas, neste sentido, seu enfoque é:

    ◦ Conseguir com que se conte com os insumos necessários nas quantidades requeridas e nas condições adequadas nas primeiras etapas da cadeia de abastecimento.

    ◦ Fazer um uso efetivo dos recursos para conseguir uma distribuição eficaz na fase final da cadeia.

    ◦ Melhorar a eficiência das atividades logísticas nas atividades que resultem improdutivas ao longo da cadeia.

    ◦ Reduzir os tempos de entrega em cada etapa com o fim de encurtar todo o processo logístico e levar os produtos terminados o mais breve possível ao mercado e aos clientes finais.

    Conseguir isto requer uma estratégia baseada nos princípios Lean mencionados anteriormente, mas também em usar ferramentas que facilitem a tarefa. Entre elas podemos mencionar:

    Sistemas de análise que estabeleçam indicadores, extraiam dados, avaliem resultados e elaborem relatórios para identificar os diferentes tipos de desperdícios na cadeia de abastecimento.

    Programas que distribuam as cargas de trabalho de maneira que se planeje a atribuição dos recursos com eficiência.

    Análise da cadeia de valor ou Value Stream Mapping (VSM), oferece um diagrama visual de toda a cadeia de valor para detectar que atividades ou processos da mesma não estão gerando o valor esperado.

    Takt Time. Uma técnica que busca estabelecer o "ritmo do cliente" para adaptar-se a ele e cumprir a tempo com a demanda, evitando uma superprodução.

    Sistema Kanban. É uma técnica que utiliza cartões informativos para que haja um maior controle dos inventários e da produção a fim de melhorar a produtividade.

     

    Em resumo, a filosofia Lean implica planejar de maneira integral cada fase da cadeia de abastecimento e programar as atividades para que aconteçam de maneira fluida e contínua.

    Para isto é útil incorporar ferramentas tecnológicas que ajudem a medir resultados, extrair dados e elaborar relatórios que ajudem a tomar decisões oportunas para agilizar os processos e reduzir os custos.

    Como a logística é vulnerável a uma série de variáveis que estão fora de seu controle, é necessário implementar um sistema de melhoria contínua que analise a eficiência da cadeia de abastecimento e busque soluções constantemente.

    Na logística, os desafios e desperdícios são imprevisíveis e se apresentam na prática diária, razão pela que na Solistica nos capacitamos o tempo todo para estar um passo adiante neste sentido. Nosso compromisso é nos superarmos e aprender de nossas operações para oferecer as melhores soluções em logística integral para nossos clientes. 

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    El contenido de esta publicación es brindado por el autor y no representa la posición de la empresa respecto al tema

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